A Noite Europeia dos Investigadores (NEI) é uma iniciativa europeia que celebra a ciência e aproxima investigadores e cidadãos. Em 2026 e 2027, decorrerá em simultâneo em 40 países e centenas de cidades europeias.
Criada em 2005 pela Comissão Europeia, no âmbito das Ações Marie Skłodowska-Curie (MSCA), a NEI nasceu com um objetivo claro: aproximar a investigação científica da sociedade e mostrar que a ciência faz parte da vida de todos.
Desde então, a última sexta-feira de setembro transforma-se numa verdadeira festa da ciência.
Durante esta noite, investigadores saem dos seus laboratórios para partilhar conhecimento, responder a perguntas e despertar a curiosidade de pessoas de todas as idades. Jogos, experiências, demonstrações, debates, visitas e atividades interativas convidam o público a descobrir como a investigação contribui para melhorar a nossa qualidade de vida e responder aos grandes desafios da sociedade.
Porque a ciência está em todo o lado: na saúde, na tecnologia, no ambiente, na cultura, na alimentação, na energia ou na exploração do espaço. Conhecê-la é compreender melhor o mundo que nos rodeia.
Mas criar uma ligação duradoura entre ciência e sociedade exige mais do que uma única noite.
Por isso, os projetos financiados pelas Ações Marie Skłodowska-Curie, que celebram este ano o seu 30.º aniversário, desenvolvem atividades ao longo de todo o ano. As iniciativas Rumo à NEI levam a ciência a praças, ruas, bibliotecas, museus, associações e outros espaços comunitários, promovendo o contacto direto entre investigadores e cidadãos.
Paralelamente, as atividades na Escola reforçam a ligação entre a comunidade científica e os estabelecimentos de ensino, criando oportunidades para que investigadores, professores e alunos desenvolvam relações de proximidade e colaboração. Estas ações procuram chegar, em particular, a escolas e comunidades com menores oportunidades de acesso à ciência, contribuindo para uma participação mais inclusiva.
Projeto BRIDGES
Em Portugal, a Noite Europeia dos Investigadores é promovida, em 2026 e 2027, através do projeto BRIDGES — Bridges for Science: Engaging Researchers, Schools, and Citizens for a Sustainable Future for Europe , financiado pela Comissão Europeia. Coordenado pelo ITQB NOVA , em parceria com a Ciência Viva – Agência Nacional para a Cultura Científica e Tecnológica e o i3S – Instituto de Investigação e Inovação em Saúde , o projeto pretende construir novas formas de ligação entre a investigação e a sociedade, promovendo uma ciência mais aberta, participativa e próxima das pessoas.
O BRIDGES assenta em cinco princípios que orientam o desenho das atividades de envolvimento público. Mais do que metodologias independentes, são abordagens complementares que podem coexistir numa mesma iniciativa, promovendo experiências significativas, inclusivas e transformadoras.
BRIDGES Lugares
A ciência torna-se mais acessível quando acontece onde as pessoas já vivem, trabalham e convivem. Este princípio procura levar a investigação para os espaços da comunidade, reduzindo barreiras como a distância, os transportes, os custos ou a falta de familiaridade com instituições científicas. Ao sair dos laboratórios, a ciência torna-se mais visível, próxima e integrada no quotidiano.
BRIDGES Histórias
As pessoas ligam-se à ciência através das histórias que lhe dão significado. Para além dos resultados, importa revelar quem faz investigação, por que a faz e quais os desafios, dúvidas, descobertas e colaborações que fazem parte desse percurso. Contar estas histórias aproxima a ciência da experiência humana e fortalece a confiança entre investigadores e cidadãos.
BRIDGES Mãos
Aprender fazendo é uma das formas mais eficazes de compreender a ciência. Este princípio promove experiências práticas que convidam os participantes a explorar, experimentar, construir e descobrir. Ao participar ativamente, o público deixa de ser apenas observador e passa a integrar o próprio processo de produção de conhecimento.
BRIDGES Vozes
O envolvimento público é um processo de diálogo. Esta dimensão valoriza a escuta ativa, a troca de perspetivas e o reconhecimento de diferentes formas de conhecimento e experiência. Mais do que comunicar ciência, pretende criar oportunidades para que investigadores e cidadãos aprendam em conjunto e construam respostas de forma colaborativa.
BRIDGES Encontros
Nada substitui o contacto direto entre pessoas. Este princípio promove encontros que aproximam investigadores e cidadãos, desmistificam a profissão científica e criam relações de confiança. Através da conversa, da partilha de experiências e da colaboração, estes momentos contribuem para uma ligação mais duradoura entre a ciência e a sociedade.




